SERVIDOR PÚBLICO CIVIL FEDERAL: NÃO TENHA DÚVIDA VOCÊ ESTÁ A VENDA E O GOVERNO JÁ SABE O VALOR QUE VAI GANHAR!!!!
23/11/2017 11:06 — Notícia
Por Luiz Roberto Pires Domingues Junior
Mesmo com o resultado da CPI da Previdência que demonstrou que o déficit da previdência do servidor público está em declínio, mesmo que nesta demonstração não se extirpou das projeções de déficit a ausência de contribuição previdenciária por parte dos servidores até 1993;, das não contribuições dos órgãos da União (contraparte) até 1999; e da mudança do Regime de Previdência com a criação do FUNPRESP, com a retirada de contribuições dos novos servidores ativos para custear a dos inativos, indicando claramente que o servidor pagou este PATO, e que o mercado quer por que quer que o governo antecipe as “parcelas temporais destes ajustes”, com a desculpa de garantir a solvência da previdência brasileira.
Agora o discurso oficial é para acabar com os privilégios: TEMOS DE EQUIPARAR O REGIME PÚBLICO COM O PRIVADO (INSS), mote de marketing fabuloso, pois não há vivo ser neste país que seja contra lutar PRIVILÉGIOS. Mesmo que estes privilégios sejam os moinhos de vento de Dom Quixote, pois não adianta falar que o servidor público contribui sobre o total de sua remuneração e nada mais justo é que o mesmo receba sobre o total contribuído – discurso que não reverbera na sociedade e tão pouco na mídia, para eles somos privilegiados, mesmo com condições indignas de trabalho na maioria das repartições públicas.
Mas o governo passar a fazer este discurso de COMBATE AO PRIVILÉGIO, o verdadeiro matiz de fundo da questão se descortina e sua relação com o sistema financeiro se faz presente em toda a verdade: não interessa o discurso, a desculpa, eu (sistema financeiro) quero os recursos que por direito são dos servidores, ao pleitear e executar a gestão de suas carteiras previdenciárias.
Vamos as inferências, o governo anuncia que os regimes de previdência devem ser paritários (isto já o é, pois não se pode conceder aos servidores públicos benefícios que não existem no RGPS – então os dois sistemas são paritários), e com está lógica empurra-se aos segurados do RGPS a idade mínima, que já exigida pelo serviço público, ao passo que se exige a implantação do teto do RGPS para os benefícios concedidos aos servidores públicos - hoje em R$5.531,31 (cinco mil quinhentos e trinta e um reais. Mas de forma surpreendente o governo ignora os próprios argumentos de poucos meses atrás, pois rompe com o discurso de acabar com o déficit e propõe uma reforma que agrava o déficit!!!
Senão vejamos, ao impor que o teto do RGPS seja aplicado a todos os servidores de forma imediata, ele atinge diretamente os servidores que ingressaram antes da implantação do FUNPRESP, que ainda estão na ativa, reduzindo automaticamente a margem para a cobrança da contribuição previdenciária. Tal fato, fará com que:
- Imediatamente se reduza o volume de ingresso de receita para fazer frente as obrigações do Regime Próprio de Previdência Social à AUMENTANDO O ALEGADO DEFICT!!!!!
- Que os servidores com renda acima do teto procurem uma entidade financeira para garantir sua previdência complementar, com um custo operacional maior – quanto menor o tempo de serviço público maior será a necessidade de se garantir a manutenção da renda na aposentação.
- Aumento da arrecadação fiscal da União com o Imposto de Renda Pessoa Física e redução de seus compromissos fiscais com os seus servidores.